Microprogramas e automações sob medida

Desenvolvo soluções sob medida (que costumo chamar de “microprogramas”) para empresas que precisam agilizar tarefas, reduzir retrabalho e melhorar controle operacional.

Mas por que “microprogramas”?

Hoje, sistemas grandes como ERPs já estão consolidados no mercado. Desenvolver um ERP (por exemplo) do zero geralmente não faz sentido — é “reinventar a roda”. O que acontece com frequência é o oposto: existem processos pequenos, muito específicos e críticos para a rotina, que não são atendidos de forma ideal pelo sistema principal.

E quando existe a possibilidade de personalização no ERP, muitas vezes ela:

  • demora para ser implementada,
  • tem custo elevado,
  • ou não atende bem por ser algo específico demais para virar uma solução “de prateleira”.

Nesse cenário, o microprograma funciona como uma camada complementar: um sistema simples, objetivo e alinhado ao processo real, que integra quando necessário e resolve a dor onde ela realmente acontece.

Na maioria das empresas, não há equipe interna disponível para desenvolver esse tipo de solução. É aí que eu entro: consultoria para mapear a necessidade, desenhar o processo e implementar a solução, que pode ser um sistema web, um aplicativo interno ou uma automação integrada ao ambiente do cliente.

A seguir, alguns exemplos de soluções já implantadas e em uso.

Exemplos de soluções implantadas

Controle de carregamentos e comissões (em uso há mais de 12 anos)

Sistema para controlar carregamentos, manifestos e comissionamento na compra e venda de grãos. É um processo altamente específico do cliente, funcionando de forma complementar ao ERP, com regras e relatórios ajustados à operação real do cliente.

Controle de emissão de tickets (em uso há mais 7 anos)

Solução para controle e emissão de tickets de transporte, com rotina simplificada para operação e gestão.

Faturamento, boletos, NF-e e XML para clientes (em uso há mais de 11 meses)

A empresa já recebia pedidos via portal. A solução foi ampliada para permitir que o próprio cliente:

  • consulte seu faturamentos,
  • baixe seus boletos,
  • acesse suas DANFEs e XMLs,

reduzindo solicitações aos colaboradores do setor financeiro e liberando tempo da equipe para atividades de maior valor.


Caso real: controle de ligações e corridas (em uso há mais de 12 anos)

Este é um exemplo claro de como uma solução simples pode transformar um processo.

Cenário anterior (manual e com alto risco de erro)

O processo era fragmentado e dependia de várias pessoas e retrabalhos:

  • Um colaborador atendia o telefone e anotava o endereço em papel.
  • Outro colaborador pegava o papel, acionava alguém por rádio e transcrevia os dados para outra lista, registrando quem atendeu.
  • Um terceiro fazia um resumo diário.
  • Um quarto consolidava o mês em planilha.
  • Um quinto gerava documentos/recibos de cobrança, lançando tudo manualmente, um a um.

Resultado: múltiplas transferências de informação, baixa rastreabilidade, alta chance de erro e praticamente nenhum controle sobre quem solicitou a corrida.

Como ficou depois (digital, rastreável e com menos esforço)

Com o sistema:

  • Quem atende o telefone identifica o solicitante pelo número exibido na tela e registra/seleciona o endereço.
  • Quem despacha visualiza a solicitação e informa apenas o prefixo de quem atendeu.
  • Quem cobra acessa o recibo pronto no sistema, com histórico e relatórios.

Ganhos práticos e controle operacional

A mudança gerou melhorias diretas:

  • Endereços passaram a ficar associados ao telefone, agilizando solicitações recorrentes.
  • Histórico por número trouxe rastreabilidade e reduziu trotes.
  • Identificação de chamadas de telefones públicos e localização ajudou a reduzir tentativas de fraude.
  • O sistema passou a sugerir o ponto de envio, reduzindo dependência de “especialistas” que conheciam toda a cidade.
  • O principal: eliminação de retrabalho e criação de tempo para gestão via relatórios.

Na prática, o que antes exigia mais pessoas e ainda assim era pouco controlado passou a ser um processo mais enxuto, rastreável e eficiente.

Conclusão

Muitas vezes, um ajuste pequeno — quando bem pensado e alinhado ao processo — cria um ganho grande: reduz esforço, melhora qualidade, aumenta controle e transforma um setor improdutivo em uma operação mais organizada e autossustentável.


Você tem rotinas manuais, retrabalho ou processos “paralelos” que o seu atual sistema não atende bem?

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